Brasil

Um sonho educativo sem fronteiras

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» Escrito en Crónicas por verito a las 11:58

Numa semana completa trabalhei com um grupo de quase 50 brasileiros. Todos tinham viajado especialmente para cumprir seu ciclo de estudos cá em Chile.brasil_doctorado.jpgUm grupo correspondia a alunos de Doctorado e outros a maestría em Educação. Meu objectivo era compartilhar com eles a gestão educativa e possíveis modelos de gestão educativa. Tínhamos em tempo numa semana intensiva. Com o primeiro grupo fá-lo-ia desde as 08:00 às 12:30 e com o segundo desde as 14:00 às 18:30 durante cinco dias.
A experiência começou –tal qual o programado- na segunda-feira 14 às 08:00 horas. Vi-os chegar e falar entusiasmados em seu idioma, acerquei-me para saber quanto espanhol sabiam ¡nada! ¿e eu sem português? Começou a manhã e a linguagem começou a romper as barreiras do idioma. Linguagem de senhas, português bem pronunciado e um espanhol lento e claro fizeram que a magia da comunicação fosse nascendo uma vez mas, como tantas vezes, como ao princípio da vida, como agora, como será sempre e e depois. A meia manhã –de não o crer- falávamos um perfeito portuñol. Entendíamos-nos e conversávamos esquecendo a momentos as diferenças territoriais e idiomáticas. Sua alegria contagiaba meu discurso e meu discurso potenciava sua alegria. Fomos construindo uma relação. Eram tantos os rostos, tantas as ideias, tantos os esforços para um sozinho sonho sem fronteiras: construir uma educação melhor para Brasil e os brasileiros, para chile e para os chilenos. Fomos entendendo a força de teoria e prática os contidos finais. Fomos compreendendo que os contidos finais precisavam de sentido, e se não faziam sentido só seriam uma linda teoria aprendida nesta longa e estreita faixa de terra chamada Chile. Apareceram os temas em conflito. brasil.jpgContaram-me porque um país tão alegre estava tão triste no mundo da educação. Falei-lhes de Chile, de nossos sonhos, da revolução dos pingüinos. Contei-lhes de María Música e de como esta minina tinha cometido um acto muito agressor contra a Ministra de Estado em Educação, e como essa acção tinha sido respaldada por uma parte importante do país. Não porque criámos e validemos as relações agressivas, senão porque essa agressão se enmarca num sem número de agressões que vêm desde a autoridade e as autoridades do país ao mundo educativo.
Durante cinco dias rimos-nos, esforçamos-nos pensando e concluindo, unimos-nos para elaborar propostas, cantamos e choramos pensando em que a política social de mercado não fizeram outra coisa que dividir a nossos países entre ricos e pobres, alvos e negros, bons resultados em notas e maus resultados, mundos possíveis e mundos impossíveis. Na sexta-feira pusemos os últimos tijolos da construção que começássemos na segunda-feira. Já tínhamos um caminho por onde transitar. Agora éramos um grupo, uma equipa, uma hermandad. Abraçamos-nos na despedida e prometemos começar a mudar o mundo. Uns fá-lo-iam em San Pablo, outros em Baía, Curitiba, Rio de Janeiro, em Parana e eu em chile. Brasil e Chile conseguiram romper as barreiras políticas e culturais ¡fomos um sozinho povo num sozinho sonho!